Viriato vai ser herói do futuro parque temático

Belmonte: Casal de investidores aposta ainda no turismo rural

13-1-2010
Um casal de empresários pretende criar no concelho de Belmonte um parque temático sobre a Lusitânia, em que Viriato será um dos heróis em destaque, adiantaram os investidores à Agência Lusa. Cascais Mágico é a empresa de Rui e Vera Chumbinho que saltou da capital para o interior do país. No último ano transformaram um antigo edifício da vila de Caria numa casa de alojamento em espaço rural com o nome Passado de Pedra. Os próximos passos são a construção de um centro hípico, já com obras em curso, e a construção do Lusitânia Parque num terreno com três hectares, a poucos quilómetros de Caria, que vai mostrar a história de Portugal desde os primórdios. “Queremos criar circuitos para quem nos visita: um parque temático que se baseie nos castros lusitanos ancestrais, porque era a forma de reunião e de vida em sociedade que existia na altura”, explica Rui Chumbinho.

“Quando se fala em lusitanos, não podemos deixar de falar de Viriato. A sua história está relacionada com a Serra da Estrela, os Montes Hermínios, e com a cultura desta região”, realça. Viriato será “o herói do parque temático” que contará com animação ao vivo para reviver as tradições lusitanas e figuras estáticas que vão permitir explicar todo o recinto. A empresa Cascais Mágico vai avançar com capitais próprios entre os 200 a 300 mil euros para arrancar com o projecto e conta com diversos apoios locais para as obras a desenvolver. “Tem havido um grande interesse e uma grande disponibilidade por parte do poder autárquico”, sublinha Rui Chumbinho.

O projecto vai ser complementado com o lançamento de um livro sobre as lendas e tradições da região, da autoria de Vera Chumbinho, à semelhança de outras publicações da sua autoria, como Cascais Mágico ou Sintra Mágica, dedicadas àqueles concelhos.

O livro será editado pela própria empresa, que também publica trimestralmente a revista bilingue (português e inglês) Maravilhas, centrada nas áreas da cultura e do turismo. “O objectivo é desenvolver as fontes de cultura e história que ligam esta região a tudo o que foi o início de Portugal.

Queremos criar pólos de interesse turístico, para além da geografia, que é um interesse natural”, explica Rui Chumbinho. A escolha de Belmonte está associada à existência de “locais arqueológicos muito interessantes na região, sejam castros lusitanos ou ruínas romanas” para além de aquela ser a vila natal de Pedro Álvares Cabral, com diversas actividades e empreendimentos culturais ligados à sua história.

Lusa



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