As 400 toneladas de Arséniopirite, uma combinação cancerígena de perigo elevado para a saúde pública, que estão há décadas concentradas na povoação do “Rio”, junto às Minas da Panasqueira, correm perigo de derrocada para o Rio Zêzere após os temporais de Outubro que abriram fendas nas escombreiras de suporte. Uma “situação grave”, segundo o Ministério do ambiente, já que estas águas, em perigo de contaminação, seguem para a Barragem de Castelo de Bode que abastece a grande Lisboa.
A situação já tinha sido denunciada pelo Kaminhos e semanário SOL, mas o Vice-presidente da Câmara do Fundão, Carlos São Martinho considerou a notícia “alarmista” e garantiu que “não existia qualquer perigo”. Alexandre Leite, professor da Faculdade de Engenharia do Porto veio mesmo afirmar publicamente que o aterro constitui “um exemplo que pode ser usado de forma pedagógica”.