Arséniopirite nas Minas apresenta riscos

Garante o ministro do Ambiente

5-11-2006
As 400 toneladas de Arséniopirite, uma combinação cancerígena de perigo elevado para a saúde pública, que estão há décadas concentradas na povoação do “Rio”, junto às Minas da Panasqueira, correm perigo de derrocada para o Rio Zêzere após os temporais de Outubro que abriram fendas nas escombreiras de suporte. Uma “situação grave”, segundo o Ministério do ambiente, já que estas águas, em perigo de contaminação, seguem para a Barragem de Castelo de Bode que abastece a grande Lisboa. A situação já tinha sido denunciada pelo Kaminhos e semanário SOL, mas o Vice-presidente da Câmara do Fundão, Carlos São Martinho considerou a notícia “alarmista” e garantiu que “não existia qualquer perigo”. Alexandre Leite, professor da Faculdade de Engenharia do Porto veio mesmo afirmar publicamente que o aterro constitui “um exemplo que pode ser usado de forma pedagógica”.

Uma situação que é no entanto desmentida pelo próprio Ministro do Ambiente, Nunes Correia, que em despacho de 11 de Maio, e tendo em conta um relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), considera que ”as escombreiras e a barragem de lamas, constituídas por materiais finos, incluindo metais pesados, apresentam níveis de toxicidade elevados, associados a sinais graves de instabilidade que podem colocar em risco a segurança de pessoas e bens”.
 
E vai mais longe, ao sublinhar que “as escombreiras e a barragem de lamas são perigosas para o ambiente e para a saúde pública, em particular no que concerne a uma possível contaminação das águas do rio Zêzere». O despacho do ministro clarifica ainda que o controlo de estabilidade da escombreira e da barragem de lamas é uma “responsabilidade partilhada” entre a Câmara Municipal do Fundão e a Beralt Tin & Wolfram, S.A. (Concessionária das Minas da Panasqueira).
 
Consulte o despacho do MA na integra »»

 
 
 
 
 
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João Morgado
Ka/SOL



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